Semana das Carreiras: “O Técnico é bastante reconhecido internacionalmente na área de Engenharia Naval”

Conferência de Engenharia Naval registou adesão crescente numa área com 100% de empregabilidade.

O tempo esgota-se a cada 15 minutos. O cronómetro chega ao zero e os participantes trocam de mesa para mais uma conversa informal com representantes de empresas a operar na área de engenharia naval. As mesas redondas integraram o programa da XIII Conferência de Engenharia Naval, que decorreu nos dias 24 e 25 de fevereiro, no campus Alameda do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa.

Diogo Nunes, Engenherio Naval da inglesa Tadek, foi um dos oradores presentes na sessão. Saiu do Funchal, onde cresceu “a ver todos os dias navios de cruzeiros a chegar”, para estudar na Universidade de Southampton (Inglaterra) por “influência familiar”. Garante, porém, que “poderia ter frequentado o Técnico, haveria saídas profissionais”. “O Técnico é bastante reconhecido internacionalmente na área de Engenharia Naval” e “há empresas com interesse em vir para Portugal”, afirma.

“A humanidade depende quase totalmente do mar para o comércio global, para a exploração energética (offshore, eólica, petróleo), veículos autónomos subaquáticos e mineração dos fundos marinhos. Ser engenheiro nesta área é estar no centro de tudo isso”, explica Jessika Costa, coordenadora da XIII Conferência de Engenharia Naval e estudante do curso de Engenharia Naval e Oceânica.

Jessika Costa e Diogo Nunes estão de acordo: há saídas profissionais numa área em que as oportunidades são vastas. “A procura por estes engenheiros é consistente e o mercado de trabalho tem uma taxa de empregabilidade em Portugal de 100%”, assegura a estudante. O engenheiro da Tadek, a trabalhar no setor das energias renováveis offshore, tem marcado presença na Escola em vários eventos. Pretende “construir relação para contratar”, numa empresa com uma tradição de “presença forte junto das universidades” com o objetivo de manter a “transferência de conhecimento para a indústria”.

A edição deste ano da Conferência de Engenharia Naval “superou as expetativas”, segundo a organização, ao registar uma “participação expressiva de estudantes tanto de licenciatura como de mestrado”, bem como de professores.

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